Felipe Guedes | Apertem os Cintos…o Jingle Sumiu

A Varig nem existe mais, mas o meu Papai Noel, vinha a jato pelo céu. E se o seu carro, nessa época, fosse FIAT você o teria comprado na Cetibrás. Confesso, sou da geração Coca-Cola e na época, Coca-Cola, só no almoço de domingo, e olhe lá. Apesar disso, não só sei cantar esse jingle inteiro, como ele virou paródia para um trabalho na minha escola. E, depois da aula, à tarde, na hora do lance, pipoca e pizza, meu amigo, só se for com Guaraná Antártica, pelo no menos em 1994. E mesmo novo, pequeno, minha poupança, mesmo bem magrinha, feita por meus pais, tinha total longevidade no banco Bamerindus. O tempo passa, o tempo voa, mas a poupança Bamerindus também já não existe mais.

Um post saudosista? Sim, com certeza, mas a discussão que eu quero propor acredito ser totalmente pertinente.

Cada vez mais tenho percebido que o jingle nos comerciais, na propaganda, tem sido deixado de lado ou sido pouco, mal ou sub-utilizado. Logo o jingle, que pra mim, publicitário e músico, é uma das ferramentas de comunicação mais eficientes. Com pouco tempo, poucas inserções, sendo bem feito, consegue de forma eficiente e natural fixar de forma marcante um conceito ou simplesmente um número de telefone. Um bom jingle, a gente nunca esquece.

O que será que aconteceu? Porque o jingle anda tão esquecido pelos anunciantes e agências de comunicação? Será que o jingle tal qual a música nacional caíram em um limbo criativo? Nesse ponto sou um pouco saudosista sim. Não se fazem mais jingles como antigamente. Mas não se faz mais música como antigamente também? Será isso? Que não se pode mais fazer jingles como antes? Perderam um real valor, importância, ou simplesmente foram esquecidos como um ótima ferramenta de comunicação?

Talvez os dois grandes últimos jingles de real sucesso tenham sido: Pôneis Malditos da Nissan em 2012 e o jingle da FIAT para a Copa do Mundo: Vem pra Rua, de 2014. Foram sucesso? Sim, mas casos isolados. A quantidade com qualidade andam sumidos.

E o sucesso deles, pra mim, é uma prova que uma boa música, leia-se, pertinente e adequada, com uma boa letra, aliada a um bom conceito, vendem. Vendem bem e chegam até a se transformar em cultura popular. O jingle da FIAT virou até lema de passeata. “A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida”. Oscar Wilde.

Bio_Felipe Felipe Guedes Flocco é publicitário, diretor de arte, músico, guitarrista, produtor musical, e, nas horas vagas, metido a chefe de cozinha

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