Post | #Parte 1 – Poluição Visual, do ruído à informação

 

O olhar do planejador sobre a cidade pode trazer confluência com o olhar do urbanista. Conviver com o excesso de comunicação visual  exige compreender a existência de relação entre estes elementos que nos cercam, como dados, com a percepção humana através de seus sentidos, tornando-os informações. Uma síntese de um processo complexo em seus diversos sistemas envolvidos, como a mente humana e seu repertório de experiências e conhecimento para a tradução destas informações percebidas, em um processo cognitivo, conduzindo para uma interpretação da realidade periférica.

Em uma leitura do ambiente, como um “scanner” do mundo, o foco em determinado elemento, eleito como fonte de informação principal para aquisição de conhecimento ou mesmo sobrevivência, pode ter na atenção o aliado primordial para retenção, memorização e cognição. Nesta situação informações tidas pelo sensorial humano, como exemplo a visão, poderia compreender como ruído informações extras, dispensáveis. Causando um cansaço natural pelo esforço em tentativas de foco em vários elementos.

Contudo, em certas  situações o excesso de elementos pode direcionar o olhar para uma mensagem, tornado-a em informação. O excesso desses elementos traz direcionamento, como uma informação no suporte de cognição de uma informação principal, eleita pelo foco e atenção da pessoa. Neste caso, a cognição conduziu a interpretação da realidade através da compreensão de que os elementos não concorrem entre si,como ruídos na escolha de um foco, mas sim, como informações extras, que serviram como ferramenta para maior eficiência na identificação de outra informação elegível.

Pode-se observar, fundamentalmente, a força da teoria da “Gestalt do objeto”, mas como fator de repertório de conhecimento intrínseco a cada um, em sua interação com o ambiente. Vide uma pessoa perdida em floresta e todo arsenal visual novo que pode confundir ou direcionar o caminho de volta. Ou mesmo um detetive em cena do crime a ser investigado, ou mesmo a Times Square, em Nova York e sua potencial relação com a lei Cidade Limpa paulista.

(continua)

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Por Cristiano Morley, publicitário, fundador do blog OplanoDeVoo

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