Post | #Parte 2 – Poluição Visual, do ruído à informação

(continuação)

Podemos compreender que estímulos visuais, assim como os demais, podem ser conduzidos para melhor compreensão quando utilizados com o conhecimento do funcionamento da cognição humana. Neste sentido, a publicidade e design trabalham de forma muito especial em determinadas situações. 

A combinação de cores quentes, vermelho e amarelo, para remeter à sensação de fome ou alimentação. Ou mesmo a melhor temperatura de cor para se ler a noite em comunicação visual urbana. O entretenimento trabalha exatamente os campos sensoriais, trazendo sensação de prazer pela facilidade na interpretação das informações apresentadas, previamente estudas para isto. Como exemplo cinemas 4D, com imagens projetas próximo ao usuário e sensações térmicas, cheiro e de movimento, conforme o filme apresentado. A luz escura permite direcionamento da informação, com foco total, reduzindo o desgaste visual de concorrer com outros ruídos. Além da emoção presente, que propicia ainda mais a retenção da informação na memória.

No campo da percepção e sua interação com o ambiente as tecnologias cognitivas são um forte impulsionador da condição humana em seu processo evolutivo. Remetendo à Mcluhan, em que poderiam ser uma extensão do homem, as tecnologias podem, ao mesmo tempo, conduzi-lo à cognições mais superiores, mas eximindo dele seu potencial evolucionário em compreensão mais profunda de determinadas funções.

Como o tempo destinado a processos complexos se reduziu, como exemplo de cálculos completos em uma HP12c, relegando outros processos mais completos ao homem, já sem o auxílio de papel e caneta para criar matrizes dos cálculos. Contudo, para uso destas tecnologias cognitivas faz-se necessário uma interação através de comandos nos princípios básicos de InPuts e OutPuts.

Retornamos agora à criação de ambiente facilitador aos sensores humanos dos elementos dispostos como dados, mas que deverão ser elevados rapidamente a condutores de informação virtual. O desktop do então novo Windows 95 e a interface de ícones do iPhone. Esses ambientes, exigentes em sua complexidade, podem apresentar diversas interfaces ao usuário, mas se conhecendo as técnicas e formas de percepção humana que melhor possam garantir eficácia na emissão desta informação, tida como mensagem, encontra-se uma interação amigável, que possa gerar o mínimo de desgaste em sua leitura. Levando à real intuição. Mas que exigiu anos de background, com uso de comandos simples em videoscassetes e walkmans.

Se considerarmos a fórmula básica da comunicação (E)misson->(M)mensagem->(R)eceptor  e tendo o ruído algo que interfere na mensagem, motivando interferência da compreensão originalmente emitida, o excesso de elementos, ou seja, o excesso de M pode se tornar o ruído das outras. Mas, assim como é em sua essência, o ruído pode se tornar uma M, contudo, inversa, promovendo à outra interpretação da mensagem original. Mas isto se atribui ao Receptor, onde está seu Ponto de Atenção e o destino de seu foco e objetivo.

Em tempo, um ruído na comunicação pode se tornar um forte aliando na interpretação e não uma interferência negativa.  O ruído é Mensagem e ele pode fornecer informação para e pelo contexto.

 

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Por Cristiano Morley, publicitário, fundador do blog OplanoDeVoo

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