Post | O “Sexto Sentido” do MIT e o Google

Sixth Sense” do MIT – Media Lab

TEDx – Pattie Maes, Pranav Mistry

A tecnologia está presente na comunicação há muito mais tempo que imaginamos. Não precisa ir muito longe para imaginar a criação do rádio ou mesmo as linhas submarinas do telégrafo, do final do século XIX. O nascimento de cada invenção traduziu-se em linguagens específicas, considerando a necessidade de interação primeiro  do homem x máquina, que conduz para a comunicação humana. De tempos em tempos nos surpreendemos com essas interações, que tem se tornado cada vez mais intuitivas aos gestos humanos. Se antes a datilografia era burocrática, hoje, com gestos leves, teclados virtuais surgem na tela touchscreen do telefone.

Os signos tem contribuído nesta interação com a máquina. Como citado em outro post, aqui no oplanodevoo, o botão Play, identificado por uma ponteira, é o mesmo do walkman, iPod e youtube. A linguagem de acesso a estes botões tem tido evoluções grandes, mas as mudanças drásticas, chamadas rupturas tecnológicas, tem sido poucas. Evoluções facilitadas pela minimização dos chips e internet wireless. Leia-se a tela touch dos iphones, a jogabilidade do kinect -xBox, uma interação não física mas por sinais corporais, mas mantendo necessidade de sinais do mesma forma . Contudo, ainda há um suporte necessário que funciona como fronteira para essa interação. A geração screen presencia a substituição de botões, teclas por telas e comandos por movimentos. Exemplos que vimos nos filmes “Minority Report” e “A Ilha“, com uma Touch Table semelhante ao Surface Table da Microsoft. As interfaces continuam existindo, mas apenas a linguagem tem se adaptado à mudança de interação, contando com o suporte da inteligência artificial, que aprende como o usuário lida com a máquina.

Além desta interação a Realidade Aumentada pode nos fornecer informações extras. O Google no streetview pode ser um exemplo prático, quando usado em mobiles. Tecnologia puxada para aplicativos comerciais como exemplo o do Bradesco, para indicar agências próximas a você. Mas a versão mais recente está sendo o óculos do Google, o “Project Glass”, anunciado este ano. Nele, a promessa é de obter informações rápidas do ambiente e como tendência, com o mínimo de esforço físico do usuário e de forma “natural”, integrando o usuário ao cotidiano.

Project Glass – Google

Como inspiração deste projeto, podemos observar Pattie Maes, pesquisadora do MIT, do Media Lab´s, em sua apresentação no TED Talks de março de 2009. Ela apresenta o “Sixth Sense“, objeto de estudo de seu grupo “Fluid Interfaces Group”. Nada mais singular que o batismo deste nome para o sistema criado. Um facilitador hightech de interação do homem, com uma câmera ligada à internet e um projetor. Basicamente apresentado com um capturador de informação do ambiente, um acesso à web para busca de informações extras e pertinentes e uma forma de devolver estas informações ao usuário, como um mini-projetor. Tudo o que um tablet faz, mas de forma não integrada. O desafio do suporte fixo foi superado com o projetor. Pode-se fazer uma ligação para alguém usando a palma da sua mão ou mesmo tirar uma foto apenas apontando um objeto com os dedos. No filme “Iron Man  o personagem Tony Stark com suas interações máquina fazendo muito uso de projetos holográficos, contribuem para substituição de um suporte físico.

Filme: Iron Man

John Fraveau – 2008

Como observado no começo do post, toda tecnologia da informação necessidade de uma linguagem. E aqui foi adaptada uma natural, usando o próprio corpo como indicadores, evitando botões físicos, como nos Kinect e no filme Minority Report , como no caso da tirar uma fotografia.

Filme: Minority Report

Steven Spielberg – 2002

O ganho de produção em escala pode reduzir custos e alterar o formato, mas o que fica é a intensão, a ideia de interação através destes conceitos e da tecnologia existente. Neste caso, o Google traduziu muito bem, com seu projeto de “Project Glass”, conectado com a internet e aceitando comandos por voz, colocando o projetor direto nos olhos da pessoa e condensado em algo bem comercial. Consolidando  todos seus serviços da uma indústria da Tecnologia – Da – Informação, de mapas, shopping, videos e pesquisas, para ser mais uma máquina facilitadora humana, ou seria um sexto sentido artificial?

Surface – Microsoft

Filme: A Ilha – Touch Desk

Michael Bay – 2005

 

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Por Cristiano Morley, publicitário, fundador do blog OplanoDeVoo

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