Post | O blog nosso de cada dia (Série :: Blogs 2/5)

A internet nos oferece uma overdose de informações que ficam à disposição 24 horas por dia. Essa disponibilidade fresca nos coloca em um lado aparentemente controlador. Contudo, pela ótica do leitor o navegador pode se perder diante da poluição de dados que encontra pela frente. Algo como uma gôndola de hipermercado repleta de opções. E agora, qual produto escolher?

O blog surgiu e logo se criou uma linguagem própria, pela praticidade oferecida aos autores amadores como a simplicidade. Contudo, tal linguagem fácil e assim distante daquelas prontas, pertencentes aos detentores dos meios como portais, jornalistas de grandes canais de informações de repente estavam também, ali, blogando. Ainda sob a tutela destes canais.

A linguagem blog surge com força e se consolida dentro inclusive de portais que antes dispensavam aquela informalidade por um espaço midiático já garantido. Jornalistas estes escrevem em blogs dentro dos grandes canais e conglomerados, como algo que o aproxima do leitor. Essa característica “amadora” reduz o espaço entre o leitor e usuário, criando uma possível falsa intimidade, como o rádio permite em determinado ponto. Em um universo cada vez mais competitivo, aquele que fala de um para um pode obter maior relevância no compartilhamento e por consequência em números de acesso.

Onde tudo está misturado na superficialidade esta utilização pela praticidade já há muito deixou de ser razão única, dividindo espaço não apenas com qualquer um, mas com todos os dedicados ao espaço público de livre expressão, guardadas as limitações de idade e carta ética trazida por algumas plataformas.

Assim com o rádio, a TV e a internet, cada modelo de site, seja portal, blog ou rede social (para simplificarmos) apresenta seu espaço com sua significação individual, como segmentação por nichos. Mesmo naturalmente um utilizando recurso do outro, como ponte para uma rede social a partir de um post publicado, comentários de um post tornam-se verdadeiros espaços de discussão. Aliás, o mural do Facebook trouxe a maior característica dos primeiros blogs, que estavam ali para traduzir o diário do autor. Trouxe um Mark Zuckerberg especialista em blogs, tornando sua rede talvez no maior Blog industrial até o momento.

O leitor para se organizar nesta imensa gôndola tem inúmeras ferramentas para administrar tamanha informação, na tentativa de evitar o mínimo de desperdício: de tempo e dados. São leitores de RSS que levam de forma resumida todos os posts de um blog para o navegador. Provavelmente a maior gaveta organizadora possa ser os leitores resumitivos, como Reader do Google, entre outros. Dispensando horas e horas em cada blog predileto em uma única tela.

Ponto crucial para a validade do blog, como falamos no primeiro post da série, são as relevâncias em motores de busca. O conteúdo entregue é sem dúvida uma das armas mais poderosas para este aspecto. E isto o leitor identifica como atratividade para sua leitura diária ou semanal. Assim como o John Barger, um dos precursores dos blogs, leitores encontram espaço nestes canais para debates entre aqueles de mesma afinidade. Artigos, posts, comentários ou até mesmo imagens, fotos, áudio e vídeos ganham tons de raridade quando inseridos no contexto do blog. Reconhecido por sua quase exclusividade, através daquela identidade única, o texto de autor. Muito além da home page do cidadão, está ali sua expressão e alguém que busque este tom casual em um ponto de vista.

Por estas situações que o blog em sua linguagem atrai inúmeros seguidores, tanto na leitura quanto na tentativa de estar do outro lado, pois não faltam facilitadores. Porém, conteúdo não se compra na esquina e isto pode ser o divisor de águas no filtro dos bons e razoáveis blogs. Aqueles quase mortos pela sua originalidade e vivacidade em posts quase somente anuais podem de fato estar com os dias contatos. Como o Post do jornalista Caio Blinder “Um segundo governo para Obama, não um Mandato”, para o portal da Revista Veja, Grupo Abril, sobre a reeleição do presidente.

 

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Por Cristiano Morley, publicitário, fundador do blog OplanoDeVoo

Nota:

post originalmente publicado no Grupo “Comunicação Geral” na rede Facebook.com, como segundo de cinco posts da série de Novembro, pelo projeto Comunicação em 5 Sentidos, organizado pela publicitária Aline Cadilhe.

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