Post | Hangout HSM com Gil Giardelli – Marketing e Gestão do Cliente


Em evento online realizado nesta terça 26/05 um bate-papo entre Duda Guerra, CEO, e Gil Giardelli, estudioso da cultura digital, em conversa sobre o novo consumidor, falaram sobre impactos do Big Data, redes sociais e hábitos de consumo modernos.

Giardelli começou trazendo exemplo da Coca-Cola que está levando o argumento de realidade virtual ao cliente final, gerando experiência ao consumidor. Podemos entender como umas das melhores formas de interação, vivência de marca e aderência para recall em real experiência em branding. Comentou sobre como a geo-localização para ele também está mudando o conceito de experiência de compra, como o que nos leva ao “Gamification”, quando ganhamos pontos durante o trânsito, ou mesmo se utiliza o beacons como moeda virtual.

“O mundo virou o mapa e nós viramos os pacmans.”

Gil falou ainda em “Clusters de Consumo”, perfis de comportamento que são trabalhados por empresas através do Big Data para encontrar novos produtos e serviços para atender às necessidades reais de fato de seus cliente. Complementou abordando o ponto do comportamento digital de 24h, envolvendo essa atual hiper conexão para o “desconecte-se”, observando sobre o “nano tédio” diário, quando a qualquer distração pegamos um celular para acessar a web e jogos, em elevadores, salas de espera, filas e antes de dormir. Neste aspecto pergunto o que antes era uma distração está se tornando um stress momentâneo, ocupando nosso curto espaço de não produção, sejam jogos ou facebooks genéricos.

Giardelli trouxe o dado da pesquisa de uma universidade da Califórnia que diz que depois de 72 horas fora do ar dispara-se um série de processos inovadores por levar a pessoa a entrar numa nova era, o “faça você mesmo”. Como referência pessoal comentou dele mesmo, quando uma vez por ano experimenta 20 dias desconectado, recomendando diariamente fazermos teste de detox. Lembrou do efeito da luz azul do celular que interfere no sono, com Duda comentando de um celular que só faz ligação, como um novo jeito de usar o aparelho, sem videos e internet.

“-Experimente a desconexão.”

Giardelli seguiu falando sobre este mercado com o novo consumidor e o conceito de Clusters (nesta era do Big Data) de comportamento de compra, dizendo que o ser jovem atualmente não tem nada haver com idade, mas sim como se lida com as mudanças. Como exemplo citou sua aluna de 74 anos no MBA, em quando ela diz sobre sua motivação de frequentar as aulas: “-A sede de entender o novo, cada vez que venho aqui saio mais viva“. ou seja “Não dá pra ter aquela segmentação antiga, pessoas de 18 a 24 anos.” Ele reforça que hoje temos as tribos de consumo (retoma o conceito anterior),  e que hoje temos em média 8 tipos de Cluster por dia, seja na sala de aula, com seu chefe, com seu companheiro (a), por exemplo.

Em tempo. Vejo cada vez mais os conceitos de “Estilos de Vida” permearem entendimento do consumidor pelo marketing, concordando com Gil em que “Classe AB40+” não significa muita coisa em tomada de decisão, em referência à escala Vals2 de categorização de padrões.

Curadoria e contexto hoje no mercado estão sendo revistos dentro desta nova sociedade em rede. Empresas que não estão usando o Big Data e se suportam apenas em conceitos clássicos podem não estar sendo atendidos mais na busca por inovação e liderança. Companhias como Coca-Cola, Pepsi e Itaú estão buscando Startups em todo mundo.

Um fornecedor de vestuário está embarcando na Ásia capital humano e produzindo fast fashion, em auto-mar, criando um nó para toda cadeia atual assim como para recolhimento de impostos, e levantando a questão para qual país seria.”Isso mostra um mudança de sociedade”, pois se se pode jogar cassino em águas internacionais porque não produzir, completa Gil Giardelli.

O excesso do mundo digital fica bem demostrando no próprio comportamento da sexualidade masculina, com acesso à pornografia fácil o jovem quando chega na hora da verdade pode achar que é exatamente como aquilo nos videos. A educação no ambiente digital foi levantada pelo público que estava acompanhando online trazendo a questão sobre como lidar com o mundo conectado. Hoje, o conceito antigo de aula com cronometro ligado precisa ser repensado, segundo Gil. Atualmente, em uma sala de aula existem três tipos de alunos, o quieto, o conversador e o que precisa ter experiência. Segundo ele, proibir o celular em sala de aula seria um tiro no pé, e traz um paralelo com o caso Uber em São Paulo, e seguir para a conscientização do aluno seria o melhor caminho.

Sobre disputa pelo consumidor, as marcas irão conseguir se diferenciar quando elas entenderem que “…a era digital é como se fosse uma praça pública e o ato mais importante é sentar com elas (com as pessoas) no gramado e ser sincero.“.

“-Vender neste novo mundo é muito mais complexo.”.

No contexto sobre relações humanas, segundo Gil, tempos atrás se falava do P2P, Pessoas para Pessoas, e ainda  P2M, Pessoas para Mentores, como a marca que atende ao cliente, colocando as pessoas no centro, mas o que seria uma possível contramão ao Big Data, não deixando as pessoas serem números apenas. O conceito do H2H, Human to Human, no qual tem que ser bom para todos ainda como a se considerar. E neste aspecto, as marcas seriam ou deveriam atuar como concierges?

Ele ainda perpassa sobre o tema de intermediação ampliando para política, sobre a possibilidade de hoje ser viável se decidir sobre mudanças no prédio, no bairro, cidade e levantando a questão de que seria viável até em Brasília termos esse acesso digital, mobile, por uma democracia maior.

Gil conclui ainda falando sobre comportamentos do novo mundo, onde todos nós somos verdadeiros “auditores”, escrevendo sobre tudo, denunciando, criticando e assim ele reforça uma recomendação por leituras, em não perder tempo vendo a vida das pessoas nas redes sociais dentro de tantas opções na web com conteúdo relevante disponível.

Em redes sociais Duda trouxe dado de que o Facebook está caindo em relevância/acesso para um determinado grupo de jovens. “Se o Google me dá o retrovisor da busca o Twitter me dá o real“, destaca Gil, que completa falando sobre o Pinterest, como rede onde ele tem um board de infográficos de marketing digital. Em outro formato de uso da rede social o Pinterest está sendo usado por uma marca de varejo em vertentes de exposição online de produtos. Contudo, conclui que no futuro todos terão um Drone e um Robô, o que seria o equivalente ao nosso smartphone atual, em projeções médio prazo.

Ficam as perguntas. Tendência? Inevitável? Viável?

 Agora é sua vez, comente!

Agora Clique Aqui para se cadastrar e assistir ao bate-papo completo, gravado nesta terça dia 26/05, às 13h e transmitido ao vivo, online.


Por Cristiano Morley, publicitário, fundador do oPlanodeVoo.com

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