Post | Serviços em um clicar de olhos!

Quando o Spotify chegou ao Brasil em 2014 os serviços de assinatura estavam (e ainda estão) ganhando corpo, além do tradicional feijão com arroz. Me refiro ao posto de receber em casa jornais e revistas de forma muito mais cômoda do que ir à banca. Outro aspecto muito bem trabalhado pelas editoras e empresas de comunicação é o financeiro, como argumento de desconto maior, quando comparado ao fator de compra individual do produto. Ambos os argumentos são uma tentativa de fidelizar o consumidor e fortalecer seus laços de engajamento com a marca, tornando-o um cliente de fato e consolidando este canal.

O universo de serviços ganha corpo cada vez mais no mundo comercial. Aqueles planetas que viam atuando puramente com produtos visualizam uma expansão ou uma versão do modelo de negócios transformado, em entrega frequente, garantindo o contato permanente (ou até durar o desejo do cliente) com o consumidor. Empresas de venda de produtos de beleza podem oferecer assinaturas de seus itens com diferenciais, baseados em aspectos muito bem trabalhados pelo digital, o comportamento do consumidor e, a cereja do bolo no âmbito de marketing, a personalização.

O produto, que antes de massa atendia de forma diferenciada seu público baseado em segmentação de mercado, como por exemplo revistas de carro, jornais de compra e venda, revistas de corte e costura, hoje atende de forma personalizada baseada no entendimento das necessidades do shopper. A dificuldade pela logística de tal grau de especialização ganha corpo com a tecnologia, não apenas pelos algorítimos e formulários escritos e preenchidos, respectivamente, mais pela velocidade da internet no Brasil (não comparemos com Japão ou EUA neste momento), com a banda larga crescendo em oferta, atrelada à concorrência das teles de forma mais acirrada. Parênteses pela aquisição da GVT pela Vivo, levando um player a menos no mercado.

Podemos ler que padarias podem entregar o pão quentinho no horário especificado pelo cliente, na quantidade certa do dia, no tipo e sabor. Um sistema simples, arcaico, sim, mas que representa o que o Netflix e Spotify estão realizando hoje, entre outros. Através do ganho da tecnologia em conhecimento dos perfis do usuário atrelado à oferta de internet em qualquer lugar, seja Wifi, 3G ou 4G, o produto estará ali, na sua mão, em um clicar de olhos.

O cardápio sugerido de combos, utilizado muito bem pelo Trade Marketing do Mc Donald’s, com versões de promoções numeradas em nº 1, 2 ou 3, para facilitar os pedidos em meio a tantas possibilidades (em um passado nem tão remoto), hoje, são ofertados com Árvores de Decisão do produto em telas do Netflix. Com leitura de perfis de uso o sistema sugere séries, filmes, shows em função dos estilos já vistos ou adicionados à lista de desejos. Lista tal, importada do e-commerce tradicional, que belamente a Amazon oferece em sua incrível capacidade de levar uma experiência prática e funcional ao usuário, no entendimento do shopper. Basta ver o conceito o One Click como opção de compra facilitada, que leva a fome à vontade de comer, ou seja, a compra por impulso do cliente com venda sem burocracia de páginas e páginas de confirmação de compra.

E o Spotify? Assim como demais serviços semelhantes, o Spotify oferece uma versão Free e outra Premium. Versão esta que a Head of Marketing da empresa, Carol Baracat, chamou inclusive de “Freemium”, em entrevista ao podcast Código Aberto, descrevendo sua operação livre de pagamentos em função da entrega quase que total de seus serviços. Ouve-se a música no desktop e depois continua ouvindo no celular, em streaming. Formato inclusive que ganha mercado em benefício de outras facilidades às versões piratas de músicas. O preço, acessível por R$ 14,90 para acesso offline das músicas com mudanças de faixas quantas vezes interessar. A facilidade de acesso em qualquer lugar, a organização das músicas, como um bibliotecário particular, o acesso a milhares de músicas como entrega completa. Além disso, estará ouvindo música e curtindo seu momento de forma Legalizada, oficial. Estas características não são exclusivas do Spotify, pois Apple tem o seu iMusic, há ainda o Deezer, Rdio e em outro segmento a Amazon atua muito bem com sua Kindle Unlimited, em oferta de livros digitais por R$ 19,90.

O pesar é o não pertencimento do produto em sua biblioteca, em sua adega, em seu rack do Home Theater, em seu Box de CD´s, mas o acervo instantâneo a milhões deles compensaria. É o que acham os consumidores denominados Millennials, ou Geração Y, e deles em diante, como a Z ou Centennial, que é nativa digital, contemporânea ao nascimento da internet, criada por Tim Berners-Lee.

Atender bem o cliente hoje não basta apenas para fidelizá-lo por questões econômicas. Entendê-lo de fato como ele “funciona”, oferecendo uma experiência de uso fantástica, que pode ser simples, pode ser o grande diferencial do negócio. A tecnologia não recria, apenas consegue viabilizar aquilo que preconiza as teorias e boas práticas de marketing, e shopper marketing, com uma interface prática de UX-User Experience. A Era é de Empoderamento do cliente e isto as empresas da nova economia entenderam muito bem.

Crédito Imagem: FreePik.com

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Por Cristiano Morley, publicitário, profissional de marekting e fundador do oPlanodeVoo.com

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