ACADÊMICO | A Economia Criativa, oportunidades em movimento

A economia criativa trata das ideias do dinheiro. É o primeiro tipo de economia onde a imaginação e vontade das pessoas permitem que elas produzam e comprem.

O processo criativo é tão importante quanto o produto final, segundo John Howkins, escritor e líder estrategista na economia criativa, autor de “A Economia Criativa: como as pessoas ganham dinheiro a partir de ideias”. Nos últimos 15 anos tem atuado para disseminar o entendimento do conceito com inúmeras pessoas, em mais de trinta países, buscando a compreensão da criatividade e inovação em ambiente de negócios. Para Howkins há alguns setores com maior atratividade para esse tipo de economia, como artes, cultura, entretenimento e inovação.

Segundo o Sebrae é um termo criado para nomear modelos de negócios que se originam em atividades desenvolvidas a partir do conhecimento de indivíduos com foco em geração de trabalho e renda. Ela foca no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos.

A Economia Criativa é regida por 3 Pilares principais:

  1. Social – integrar as pessoas, o coletivo
  2. Economia – compartilhamento de custos, redução de despesas
  3. Sustentabilidade – reduzindo resíduos, poluição de N variações

Quase metade dos brasileiros desconhece a economia criativa, é o que apontou a pesquisa da REDS, Reserch Designed for Strategy, com 48% das pessoas entrevistadas sem informação sobre o conceito, com pesquisa intitulada “Consumo Consciente, Mudanças de cultura ou efeito da crise?”.

Segundo apurado na pesquisa o conceito é mais difundido entre os consumidores da Classe A, mais jovens e aqueles com perfil de consumo mais consciente. Outro dado interessante é que quem já usou a economia criativa, 90% vão continuar usando e para 73% dos que não usaram pretendem se envolver, conforme o site Mundo do Marketing.

Em tempos de crise e situações de baixo crescimento a economia criativa pode ser uma alternativa para empreender, assim como para grandes corporações. Pois elas também estão atentas ao mercado que movimentou U$ 624 Bilhões de dólares em 2011 em comércio mundial de bens e serviços criativos, segundo o relatório de Economia Criativa de 2013.

Empresas como Uber podem ser referências para inúmeras outras, propiciando o fomento daqueles 3 pilares da Economia Criativa que falamos. Esse modelo atua como facilitadora entre usuários, colocando as pessoas em contato através de tecnologia, como aplicativos e softwares. A simplicidade da operação pode ser o grande diferencial.

O Uber está se tornando um sinônimo da categoria, pois já se ouvem movimentos como “o Uber da Saúde”, chamado DocWay, um aplicativo de Curitiba que permite chamar um médico em casa facilmente. Outros como “Uber dos Consertos residenciais”, expandindo o conceito do “Marido de Aluguel”. A Globonews recentemente mostrou em seu programa Mundo S/A o aplicativo “Encontre um Nerd”, que disponibiliza um profissional de TI na região de atuação sob demanda, usando tanto por empresas como por pessoas físicas.

O conceito P2P, ou Peer to Peer, que significa Par a Par, nos ajuda a entender esse movimento melhor. Vindo do universo de rede de computadores em que a principal característica é a descentralização. Ou seja, contatos entre pessoas em todo o mundo pela internet sem depender especificamente de todas estarem conectados por um único ponto. Elas se conectam entre elas.

Unindo a Economia Criativa ao conceito de P2P um universo se abre para empreendimentos de todos tamanhos, seja do pequeno ao gigante Uber, que tem 6 anos de existência, está presente em 449 cidades, em 70 países, tem 7.000 funcionários, mais de 10mil motoristas parceiros.

Há sim um pano de fundo com característica de se abrir mão de se ter uma propriedade específica em prol do uso, como carros, músicas em streaming como o Spotify e o Netflix, em seriados e filmes.

Alguns outros exemplos:

  1. Aluguel de Bolsas ao invés de comprar sempre a mais cara e último modelo;
  2. Empréstimo de uma furadeira para o condomínio;
  3. Aluguel de bicicletas pela cidade, com SP, BH, RIO;
  4. Compartilhamento de carros como em algumas cidades europeias,

Hoje abordamos a Economia Criativa e suas implicações em um mundo moderno, que vê algumas regras de ouro serem quebradas pela tecnologia, que atrelada ao comportamento de consumo consciente está em constante movimento e inevitável evolução, sem espaço para retrocessos.

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Crédito Imagem: FreePik (Designed by Freepik)

Por Cristiano Morley, publicitário, profissional de marketing e fundador do oPlanodeVoo.com. Entre em contato através do e-mail contato@oplanodevoo.com e siga os canais do blog.

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