Mudanças em um Mundo acelerado, Inovação em ritmo

Inovação é uma palavra que gera curiosidade e ao mesmo tempo temor em alguns. Associada à criatividade em muitos casos causa mal súbito por acreditarem ser algo de cientista incrédulo. Para outros, fruto de um esforço substancial de concentração e suor, com muita engenhosidade e traquitanas tecnológicas.

Hoje a inovação pode ser tudo isso e ao mesmo tempo nada disto. A inovação ocorre diariamente na cabeça de muitos que acreditam em fazer diferente, ou criar movimentos, como Seth Godin sempre defende. E fazer algo realmente diferente não necessariamente exige um laboratório a lá Doctor Brown para criar sua própria máquina do futuro. Sim, inovação sempre está associada ao tempo adiante ao nosso, por ser propriamente um objeto ou estado nada tradicional ao tempo atual, senão, não seria inovação.

A inovação começa com atenção às demandas reais e quando isto parece ser algo simples devemos nos atentar de que essas demandas mudam. Quando as percebemos, de formas mais factíveis (em nosso tempo), elas já não são algo novo, e sim, passado. Atentar às correntes ao nosso entorno é buscar perceber o que ainda virá, ou mesmo, as tendências futuras em campos diversos. Solução pode ser uma palavra muito relevante para este tema, pois da inovação espera-se atender com um resultado melhor do que o atual.

Quais são estas tendências? Não sabemos ou não as percebemos?

Para isto, existem aqueles que têm maior sensibilidade às pequenas mudanças a nossa volta e as consolidam em um padrão. Cool Hunters são profissionais em caçar padrões pela observação de tendências e atuam estando um passo à frente do nosso tempo. Seja em cores, modas, texturas, tecnologia, comportamento ou mesmo em novos formatos de mídia, novos padrões que surgem são mapeados, estudados e avaliados se se tornarão um direcionamento mesmo futuro.

Entretanto, uma inovação não se faz sem basicamente alguns personagens de um filme. Como as atrizes protagonistas sendo as ideias, um bom roteiro como uma metodologia correta, a direção como as tendências e uma certa dramaticidade adicionada, como a criatividade.

O caso é que com a democracia destes fatores qualquer um pode inovar? A resposta será sim se muito provavelmente estiver preparado para isso. A criatividade não se limita aqueles que atuam com humanas, aos publicitários, aos cientistas de laboratório e aos comediantes. Quando nascemos somos colocados ao mundo para exercer praticamente três atividades: ler, escrever e calcular. Fazemos basicamente dos quatro ou cinco anos e seguimos adiante, sem parar. Mesmo que não oficialmente, em busca de um certificado, fazemos isto sempre, como quando estamos interpretando uma receita, um manual ou mesmo navegando na internet.

Contudo, omiti o fato de que quando nascemos também viemos ao mundo com uma certa habilidade extra, que é se expressar através da arte, como do desenho, música, dança, entre outras diversas e maravilhosas práticas. Mas este fator extra, por questões culturais e ou educacionais, pode não ser necessariamente desenvolvido e praticado por todos. Mas o ler, escrever e calcular, sim. O lado bom disto é que vale uma busca interior nesse fator extra. Ele estará lá, certamente é tempo de recuperá-lo se já não o tem como padrão. 

A inovação assim é um código aberto e como tal precisa se escrito e manuseado da forma correta para se chegar onde se deseja. Conhecer a metodologia certa o coloca no patamar mais privilegiado e juntamente com outras pessoas poderá apontar e disparar no minuto certo, podendo ter no Design Thinking a ferramenta justa para seguir em frente, como um método prático-criativo de solução.

As ideias estão no ar.

Frase feita mas muito bem construída quando entendemos o que Steven Johnson revela com seu raciocínio de que uma ideia pode não ser pura, única de alguém. Assim, o “conjunto” nunca foi tão operante e a atenção às tendências tão relevante. O solitário dá lugar ao projeto de startups que avançam sobre ideias que antes gigantes não teriam como desenvolvê-las. Vide o Whatsapp e Facebook. O gigante de mensagens eletrônicas talvez não teria força para se criar e evoluir dentro da massa colossal de rede social de Zuckerberg, até que um dia o bom filho à casa retorna. Como dito hoje, o mais rápido engole o mais lento e não há nada que envolva tamanhos, como antes.

A economia criativa mostra-se real e factual nos tempos modernos justamente por oferecer soluções práticas, de acesso pleno aos usuários, e como John Howkins preconiza o processo criativo é tão importante quanto o produto final. Contexto também inserido quando a relação necessária de intermediador também já foi superada, como quando aplicativos ou outros meios se conectam em base P2P-Peer to Peer, colocando um usuário diretamente conectado a um outro usuário.

Vemos que o suor é da criatividade em decantar de ideias postas em um jeito certo de se fazer algo, e não sozinho. É preciso um verdadeiro time que deseje o mesmo, mas com formações e contextos diversos. A inovação surge da diversidade. O “mesmo” é redundante, se isola. O “mesmo” precisa do diferente. Vamos unir financeiro com o pessoal da expedição, o marketing com controladoria, vendas com pós-vendas.

O Design Thinking pode contribuir em muito. O método que modula o pensamento até a etapa de prototipagem provoca reações adversas e muito bem recepcionadas, pois foca em resultado prático. A tecnologia em inovação não é preponderante para que ela ocorra, como execução exclusiva de P&D de grandes instituições. O papel da inovação é trazer solução com resultado, desde que esteja preparado para um mundo novo a cada dia.

Em uma empresa podemos atuar até com três gerações diferentes, da Baby Boomer, ou Geração X, a Millenial ou Geração Y e a Centennial, ou geração Z. Movimentos como novos comportamentos são presentes no nosso dia a dia, influenciando cada geração e provocando construções de novas. A expressão “na minha época” o torna ancorado no tempo e é dever, quase obrigação, estarmos no tempo presente. Essa constante atualização já é um grande passo para buscarmos estar um passo à frente. O ritmo tem se mostrado ditado pelos mais novos nestes tempos ágeis. Mas a experiência dos mais antigos, ou nem tão antigos assim, faz diferença, potencializada pela inserção ao atual pode fazer um estrago positivo fundamental nesta revolução. O que Ricardo Guimarães nos convida a pensar em como o ritmo pode fazer a diferença.

Novas tecnologias virão, talvez drones, carros sem motoristas, novos nichos comportamentais surgindo a cada instante. Pessoas meio humanos e meio robôs, ou robôs quase humanos, novos mundos, novos planetas, talvez marte, talvez a lua novamente. A inteligência artificial já é real, presente, diária. Chatbots? E com ela uma verdade que iremos lidar, à princípio, para nossa conveniência e facilidade. Por que não a felicidade? A saúde avança e com ela o ser humano, mais próximo da imortalidade, com acesso irrestrito à conteúdo, sob demanda. A comunicação de massa, antes tida como um meio pela tecnologia e produção de massa, hoje perde espaço para a tecnologia de um para um, pois a produção também permite tal modo. Seguimos adiante, nesta coesão de ideias que chamam ao ritmo alucinante ou pensante, como convir.

Crédito imagem: “Designed by Freepik”

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Por Cristiano Morley, publicitário, profissional de marketing e fundador do oPlanodeVoo.com. Entre em contato através do e-mail contato@oplanodevoo.com

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