Livro da Semana X – Ted Talks – O guia oficial do TED para falar em público

O livro “Ted Talks – O guia oficial do TED para falar em público”, de Chris Anderson, está muito além de ser apenas voltado para técnica. Ele nos conduz sobre aquele seu momento de vida como empresário quando adquiriu o TED, contextualizando seus desafios pessoais e de negócios.

Para o ambiente de marketing é muito relevante a leitura em virtude do grande sucesso e relevância que a plataforma TED apresenta para o mundo, como força de marca, credibilidade de negócio e na responsabilidade da disseminação do conhecimento.

O autor Chris Anderson é presidente e curador-chefe do TED. Atuou como jornalista depois de se formar na Universidade Oxford e tem mais de 100 revistas e sites lançados antes de atuar com o TED, adquirido por ele em 2001.

chris-anderson-ted

Se apresentar publicamente é um modelo mais antigo que os teatros gregos. A “apresentação pública” transformada por Anderson trouxe um novo ar para palestras ao redor dos quatro cantos do planeta. Fez ressurgir o estilo em situações completamente inesperadas, reunindo o que há de melhor e de novidade em cada cidade ou região.  Muito se tem o TED como referência para apresentações no geral, como em empresas, corporações, eventos de entretenimento e até em universidades, local que dialoga intimamente com palestras.

TED´s secret to great public speaking – Chris Anderson

O modelo impacta pela capacidade de se levar informações de ilustres conhecidos e de ilustres desconhecidos, em curto tempo, com dinamismo e solidez, valorizando o sujeito da performance, respeitando a individualidade de cada um e destacando o conteúdo. Interessante porque há um tênue limite entre o “engessamento” e o “estilo pessoal”, trazendo equilíbrio à apresentação. Esta coerência naturalmente ganhou muitos adeptos, em “franquias” do TEDx assumidas por instituições diversas, pelo mesmo motivo, padronização de um modelo que valoriza o personagem de cada apresentação, trazendo luz ao seu conteúdo, o que em muitos casos é desconhecido nos detalhes, não importando a idade e origem do palestrante. Todos têm espaço na plataforma. Todos.

“A iluminação da sala é reduzida. Com as palmas das mãos suando e as pernas tremendo de leve, uma mulher sobe ao palco. Um refletor ilumina seu rosto, e 1.200 pares de olhos se fixam nela. A plateia percebe seu nervosismo. A tensão na sala é palpável. Ela pigarreia e começa a falar.”

Mas nem sempre foi neste molde. Chris Anderson relata como tudo começou quando a plataforma passou para suas mãos, de erros a acertos. Uma parte do livro que, aliás, uma das mais interessantes, completa com êxito o tema “TED”, não apenas entregando passo a passo para a eficácia em apresentações a partir de suas diretrizes.

Sir Ken Robinson – TED 2006 – Do Schools kill creativity?

Segundo o autor, o palestrante do TED com mais visualizações na internet na época da escrita do livro foi Sir Ken Robinson. Para este, suas palestras no geral deviam seguir uma simples estrutura:

A – Introdução – o que será exposto
B – Contexto – por que a questão é relevante
C – Conceitos principais
D – Implicações práticas
E – Conclusão

“Existe uma velha fórmula para a redação de ensaios. Nela, um bom ensaio response a três perguntas: O quê? E daí? E agora? É mais ou menos isto.” Sir Ken Robinson em citação no livro TED Talks.

Falando nisto, os cinco capítulos do livro trazem de forma bem didática sobre como atuar nos palcos, segundo o TED. Em um formato intuitivo o autor e curador da plataforma atua com muitos exemplos reais ocorridos ao longo dos eventos, com referência quase sempre de um palestrante sobre o tópico abordado, como ilustração.

“Um bom palestrante quer ser visto como alguém generoso – que dá à sua plateia algo de maravilhoso – e, não como um chato que só pretende se promover. É tedioso e frustrante ouvir um discurso de vendas, principalmente se estamos esperando outra coisa.”

A obra traz o tópico “Fundamentos”, relacionando as habilidades a serem desenvolvidas para a atuação nos palcos, como também o que não fazer em questão de estilo. Torna claro para seu preparo o script em “Ferramentas”, quando aborda a questão da narração, sobre a importância de se contar histórias, e também envolvendo os desafios de se falar conceitos difíceis e técnicas de revelação.

“Sempre recomendo que o palestrante se imagine num encontro de ex-colegas de escola, contando o que tem feito nos últimos tempos. Esse é o tom de voz que você deve buscar. Autêntico, natural, mas sem medo de botar pra quebrar se for o caso.”

Como um dos principais pontos do TED a etapa da preparação também está presente no livro, desde o processo de roteirização, recursos visuais, dicas de ensaio, abertura e encerramento. Interessante que o autor, respeitando as diferenças de cada pessoa dispõe de dois modelos de apresentação para escolha do apresentador, seja decorando todo roteiro ou apenas início e fim, relacionamento prós e contras.

Termine apresentação instigando a platéia
Amy Cuddy, professora da faculdade de administração da Harvard encerrou sua palestra instigando o público e Anderson destaca este fato como um ponto a ser explorado também. Em sua palestra de posturas de poder Cuddy a concluiu instando a platéia a buscar aplicar na vida real o conteúdo apresentado, e a repassá-lo a outras pessoas.

Amy Cuddy – TED

A linguagem corporal interfere na maneira como os outros nos veem, e também pode mudar a forma como a vemos, segundo a psicóloga social Amy Cuddy.

“Compartilhe. Divida [essa ideia] com as pessoas, porque as que vão se beneficiar mais dela são as que não têm recursos, tecnologia, status ou poder.” Amy Cuddy no TED

Foi praticamente impossível não terminar o livro e correr para o youtube e ao próprio site do TED para pesquisar estas referências, que estão também descritas ao final do livro. Anderson ainda completa com um link para esta playlist no próprio site do TED.

Por que nós rimos
A neurocientista cognitiva Sophie Scott mostra que temos mais de 30 vezes mais chances de rirmos se estivermos com alguém do que sozinhos. Ela aborda assim o riso e suas curiosidades sob viés da ciência.

Shophie Scott – Por que nós rimos

Podemos criar novos sentidos humanos?
Para o neurologista David Eagleman podemos perceber menos de dez trilionésimos de todas as ondas de luz. Assim, nossa percepção da realidade é restringida pela nossa biologia e ele busca mudar isto. Eagleman apresenta a pesquisa dos processos cerebrais que o levou a criar um colete sensorial, voltado para captar novas informações do mundo ao redor.


David Eagleman | TED 2015

“Imagine um astronauta capaz de sentir o estado de saúde de toda a tripulação da Estação Espacial Internacional; ou você ser capaz de sentir os estados invisíveis de sua saúde, como o nível de açúcar no sangue e as condições de seu bioma; ou ter visão 360 graus; ou visão em infravermelho ou ultravioleta. A questão é a seguinte, à medida que avançamos para o futuro, somos cada vez mais capazes de escolher nossos próprios dispositivos periféricos.” David Eagleman

Algo imprescindível em toda palestra e ressaltado enfaticamente no livro é: ensaio. Muito ensaio, ensaio, ensaio e ensaio. A atuação nos palcos também é um dos pontos descritos por Anderson. Desde o preparo mental, figurino, ferramentas como tela, computador, telas ou absolutamente nada, somente a fala.

A leitura é extremamente viciante, avançando em cada etapa como se você estivesse de fato em um treinamento. Um livro nada burocrático, entediante e chato. Anderson o torna leve e curioso ao utilizar de exemplos reais de apresentações. Por isto, esteja sempre próximo da internet para consultar e assistir suas referências do TED, ganhando assim uma experiência interativa e mais rica, pois, como diz seu slogan, são: “Ideias que merecem ser compartilhadas.”

Livro: Ted Talks – O guia oficial do TED para falar em público”
Autor: Chris Anderson

Boa leitura!!!

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Por Cristiano Lynn Villas Morley, publicitário, profissional de marketing e fundador do oPlanodeVoo.com.

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