Post | A marca e o Blog (Série :: Blogs 4/5)

No ambiente de negócios sempre competitivo as marcas estão aumentando seus pontos de contato de forma muito rápida, criando novos canais e fortalecendo outros já consolidados. Mesmo baseadas em estratégias diferentes de atuação no mercado o diálogo com o consumidor final se faz presente cada vez mais e de forma personalizada.

No ambiente digital os braços do marketing ganham mais corpo e estão se estruturando em torno das atuais plataformas já consagradas em taxas de retorno. Assim, como surgem milhares de produtos a cada dia as marcas estão ampliando seus segmentos e se desdobrando em sub-marcas, como ocorre com o grupo Procter & Gamble, Unilever e Hypermarcas.

Ações de posicionamento buscam efeitos no universo online de forma própria em redes sociais, e ações pontuais para divulgação de produtos. Contudo, o relacionamento com o consumidor final, que pode vir a se tornar um cliente fiel ou apenas se manter um prospect, é um território vasto para as garras dos projetos de médio e longo prazo. Ações promocionais podem promover rapidamente um lançamento, uma marca (leia-se Caminhão do Faustão pela P&G) como também atuar na capitação de CPFs para uma base de dados mais completa, mediante as participações devidamente autorizadas pelos clientes.

Neste contexto de acirrada concorrência as empresas B2C descobriram nos blogs um formato de reduzir a distância com o consumidor, mesmo que não impactando fortemente o shopper, porém ainda sendo impactado por “branded content” em um formato de “desarme”. A melhor forma de explicar este efeito “desarme” seria aquela sensação de um merchandising na TV em que 9 em 10 vezes observa-se o tom intrusivo do produto.

O blog amplia seu contato, contribui como ferramenta de posicionamento, pode gerar residual para relacionamento e ponte para outros canais. Em geral os blogs de marcas não atuam como canais principais, que exigiriam mídia específica em possível divulgação. Talvez sua captação de leitores não tenha a exigência tão agressiva de métricas como as redes oferecem, mas sua integração com outros formatos é aberta e legitimada. Um blog pode ter seu espelho no Facebook em formato de página, com toda base de grupos de seguidores. Sua capacidade de entrega real e desprovida de merchandising pode provocar ganho de leitores assíduos, chave de sucesso para os que seguem a cartilha de frequência de posts.

Ações como do blog da Levis, que apresenta um equilíbrio de informações de moda, social e comercial, se distanciam de perfis como do blog da Vivo, que apresenta de fato soluções em sentido de diálogo, porém ainda com tom muito comercial. Essa pegada pode afastar o leitor que talvez busque uma neutralidade. Contraditório, mas o balanço entre a livre entrega de conteúdo, desprovido de associação com produtos e serviços, e o comercial pode traduzir no real sentido do blog para uma marca. Não um portal disfarçado de posts diários.

Bons exemplos de marcas com entrega estão nos blogs da C&A e Santander . No primeiro a situação é uma extensão da revista física “Vista”, apresentando conversas focadas no segmento vestuário alinhadas com o comercial. Diferentemente do identificado no blog da Vivo aqui está clara a proposta, discutir os produtos de vestuário e moda. No segundo, uma instituição bancária, com base no quesito “Relacionamento”, utiliza a linguagem blog dentro da plataforma criada “Valor das Ideias”, contribuindo para desvincular o peso de serviços do site original, mas ainda com tom comercial puramente, mas não “disfarçado”.

A Unimed ainda apresenta uma entrega tímida, mas séria e dentro de uma ética de conteúdo por conteúdo, até fora de seu segmento, como post sobre LinkedIn e seus crescimento no Brasil. O que pode parecer fora de foco quem sabe não se justifica aqui um formato mais maduro em linha editorial.

No google a palavra Blog gerou 11.250.000.000 de resultados, justificando tal força do conceito. Hoje, as marcas estão encontrando no digital espaço para personalização da comunicação e envolver o cliente final em crescentes pontos de contato. Uma tendência forte, ainda em gestação, para se encontrar uma linguagem específica e não um misto de e-commerce disfarçado de posts.

Agora é sua vez! Comente!

Por Cristiano Morley, publicitário, fundador do blog OplanoDeVoo

Nota:

post originalmente publicado no Grupo “Comunicação Geral” na rede Facebook.com, como quarto de cinco posts da série de Novembro, pelo projeto Comunicação em 5 Sentidos, organizado pela publicitária Aline Cadilhe.

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